quarta-feira, 19 de novembro de 2008

UMA ORAÇÃO: que Ele me faça capaz


Confiar de forma inabalável hoje num maltrapilho é algo extraordinário, porque em geral exige um grau de coragem que chega às raias do heroísmo.

Quando a sombra da cruz de Cristo recai sobre as pessoas na forma de fracassos, pesares, rejeição,abandono, desemprego, solidão, depressão, a perda de um querido; quando ficamos surdos a tudo o mais, exceto ao bramido estridente da nossa própria dor;quando o mundo ao redor repentinamente se apresenta como um lugar ameaçadore hostil, bem podemos bradar de angústia: "Como um Deus de amor permite queisso aconteça?".

E assim é lançada a semente da desconfiança, obrigando-nos a uma situação de escolha: nos afastaremos de Deus, ou nos voltaremos em direção a eEle mesmo quando a escuridão o esconde de nossa visão?

Escolher a luz de Deus na noite escura do desespero é um ato heróico de coragem.

Continuo a deparar com essa escolha nos momentos mais sombrios, solitários e desalentadores de minha vida.

Ao convidá-lo a unir-se comigo nessa viagem de maltrapilho, não peço mais de você do que peço de mim mesmo: que confie no amor de Deus não importando o que nos aconteça.


Brennan Manning, in: Meditações para um maltrapilho.

Humberto Gessinger - frase

as vezes também me pergunto:


"(...) quanto vale a vida acima de qualquer suspeita?
quanto vale a vida debaixo dos viadutos?
quanto vale a vida perto do fim do mês?
quanto vale a vida longe de quem nos faz viver? (...)"*


*Humberto Gessinger, (Engenheiros do Hawaii),
Música: ?Quanto Vale a Vida?
CD: Filmes de Guerra, Canções de Amor - 1993


bom dia a todos!

até. :)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

serenidade -- virtudes, a série

querida tríade, vocês não imaginam como Vitória está maravilhosa, choveu muito e agora está nublado e garoando, que delícia!!! (Amelly, hoje não tenho inveja de você!! 'tudo bem que aqui não tem neve').

ontem eu estava pensando em qual virtude postar aqui, e a minha mente me levou bem looonge (ela tem dessas coisas, né?!). e me lembrei de uma conversa que tive com um amigo meu quando éramos adolescentes em final de carreira.

na volta do Colégio Americano conversávamos sobre algo que não me lembro o quê, mas surgiu o assunto de que bicho gostaríamos de ser -- se pudéssemos ser bichos é claro! então ele disse que gostaria de ser uma tartaruga. mas... uma tartaruga?! -- pensei -- e perguntei o porquê. ele respondeu que era porque a tartaruga era um bicho SERENO, que ele admirava a serenidade que ela tinha. meu-Deus-do-céu! se eu já não fosse apaixonada por ele eu teria me apaixonado naquela hora!!!! além de tudo o que ele era pra mim, ele queria ser como uma tartaruga, que liiiindo!!!!

pois é... a nossa virtude de hoje é a SERENIDADE. aquele que é sereno é alguém tranqüilo, não afetado pela agitação, é calmo, sabe viver em meio a pertubação e de alguma forma não se afeta comprometendo-se com ela, é manso, tem paz!

como a serenidade é algo que tem lugar nos dias de hoje, não?! como pode! vivemos numa correria maluca, num franze-testa absurdo, nos envolvemos em questões de menor valor como se fossem coisas imprescíndiveis a nossa existência. trocamos a nossa paz de espírito por qualquer coisa, já notaram isso?

se estamos numa fila, seja qual for, e ela está lenta, nos envolvemos a pensar a respeito da demora e daí em diante estamos com a alma frenética, tomada pela falta de paz porque a fila não anda! mas, só porque a fila não anda tem valor perder a serenidade?! se a página da web está vagarosa para abrir, já pensamos em como a conexão é uma m§&#@, ou o computador é uma carroça. em questão de um minuto perdemos a tranqüilidade! e a pergunta é, mas, vale a pena deixar de estar tranqüilo por causa da lentidão de algo que vai abrir, apesar de lento?!

sem falar que estamos sempre com pressa de chegarmos a algum lugar, de fazer algo, de que alguém nos faça algo. sempre exiginos que o outro ande no nosso ritmo, faça as coisas no nosso tempo -- o que é muito curioso -- pois, além de perdermos a nossa calmaria fazemos de tudo (ainda que de forma inconsciente) para que o outro também a perca. pode isso?!

e o mais trágico de tudo é que se siceramente e imbuídos de verdade formos pensar no porquê vivemos correndo, vamos perceber que é por razões em que os resposáveis fomos nós mesmos que deixamos para a última hora algo que poderia ter sido feito antes e calmamente. ou então, por razões que fogem completamente ao nosso controle, aí mesmo que não vale a pena se desgastar, uma vez que não depende de mim ou de você.

há que existir alguma forma de trabalharmos as situações que nos fazem agir empurrados na e pela multidão inquieta. situações que nos fazem agir como autômatos, mas que tem alma -- e portanto, sofrem as consequências de um viver que não aprecie o momento.

sei que tem situações em que a agitação externa é inevitável (pegar um ônibus do Transcol as 18 horas, por exemplo 'risos'), mas busquemos uma forma de manter, ao menos, a nossa paz espírito. de manter o nosso lado de dentro manso e sereno.

queridos três, pensemos nisso e se houver algum valor em sermos pessoas que mantêm a paz interior, busquemos o seu cultivo.


sempre com carinho,

até. :)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

... achei em minhas andanças...

queridos três leitores, espero que o final de semana tenha sido muito bom para vocês. :) vamos lá...

na semana passada tive a feliz surpresa de descobrir um blog sensível e de alma genuína. li todos os seus post's de uma única leitura e gostei de cada texto ali colocado, alguns me provacaram a reflexão, outros me emocionaram, e em outros ainnda, ri. entrei em contato com a Renata Rugai e pedi a sua permissão para colocar um de seus textos aqui, ela muito gentilmente permitiu.

então, abaixo teremos um texto do blog Um Jeito Trash Doce de Ser , publicado no dia 28 de julho de 2008, por Renata Rugai.


Mágoa

Tentei jogá-la no bueiro e a desgraçada voltou pelas
tubulações do esgoto
e apareceu no vaso sanitário, dei descarga e apareceu no ralo
do chuveiro,
liguei o chuveiro e ela se foi,
mas depois de um tempo me apareceu no tanque, e dessa
vez mais forte e mais encorpada,
eu não estava em casa e o tanque transbordou, quando
cheguei ela estava toda espalhada pela casa.
Desisti, deitei e fiquei, eu e ela, com a luz apagada e os vidros
fechados. Os dias foram passando e quando percebi ela
estava deitada na minha cama, fiquei com dó dela, não tive
coragem nem força de colocá-la pra fora, fiquei olhando ela
dormir e até achei bonito, e assim ficamos durante uns
meses, debaixo do edredon, pensando, chorando, doendo....
e assim o tempo foi passando e comecei a perceber que ela
estava encolhendo, minguando, definhando, dimunindo, fiquei
desesperada achei que ela ia sumir, quem diria, eu que queria
me livrar dela a todo custo.
Um dia acordei e ela cabia na palma da minha mão, fiquei
com ela nas mãos olhando sem parar, não dormia, não
comia, quase nem piscava com medo de que ela
desaparecesse numa fração de segundos, queria guardar
uma última imagem mesmo que microscópica, e assim
passaram-se dias mas ela misteriosamente não sumiu, só
ficou assim pequena, bem pequena do tamanho de uma
moeda.
Hj ela continua comigo, de vez em quando a carrego no bolso,
de vez em quando a deixo em casa, já não durmo mais com
ela, hj ela tem cama própria...


amada tríade, sigamos em nossa semana. bons seis dias de labuta a todos nós.
na esperança de que o nosso coração possa ficar mais leve a cada dia,

bjins a todos,

até. ;)

sábado, 15 de novembro de 2008

um poema -- O Sol

olá! queria ter feito este post ontem, mas não deu... :( coloco aqui um poema que gosto, de alguém que gosto de ler!

um bom final de semana para vocês!



O Sol

Novamente vou pisar a Terra ardente,
Outra vez vou viver a vez primeira.
Reaprender é necessário,
E pra correr a pé eu não sou páreo;
Vou deixar a minha vida em movimento.
Quero tirar a minha alma da dispensa,
E deixá-la, corá-la, até encorajar-se.
Eu vou ter algo mais que um sentimento,
Porque desta vez, os meus pés não escorregam.
A felicidade não é bruma pra que suma
Na frente dos meus olhos; desta vez eu vou detê-la.
Vou deixar meu coração apreender a canção
Que chama à lembrança o caminho escuro que eu andei,
Pra eu nunca mais me esquecer do valor que tem o Sol.
E tudo é tão simples, que nem dá para acreditar.
Eu contaria a minha história,
Se eu não tivesse gostado do silêncio.
O Sol me iluminou, e eu conheci o meu pensamento.


é..., o ameno e carinhoso Sol... iluminou,
e eu conheci o meu pensamento.

Heloísa de Aquino


bjin :)

até.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

eu pergunto, e me pergunto

por favor, me digam

por que há quem fale de amor gritando, quase brigando?
por que há quem fale de paz aos berros, com aparência de guerra?
por que há quem fale de humildade, aparentando soberba?
por qual motivo há quem diga de como se tratar bem aos outros agredindo a quem ouve?
apre! desliguem a TV, e tirem esse dominical da minha frente!

acho que ainda sairei dessa Terra sem entender isso. :(

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

... conversas...

hoje no curso, durante a aula, falei com a Kika, então ela me disse: "assiste ao filme".
chiiiiiiiiiiii acho que ela me deu um "cala boca" gentil!!!!
hahahahahhahaha

bjins :)

Muitas coisas

Sou só pensamentos... sentimentos... reflexões e confusões...
Estou misturada, sacudida, sem enxerguar a trilha. É acontece nas melhores famílias....

Tenho muito: Salvação, perdão e paz. Vida, vida abundantemente eterna!!!!
Tenho mais que preciso: família linda, uma gostosa e minha casa, apoio, pessoas, comida, saúde (sem contar o número de vestidos novos)...
Tenho mais que sonhei, que orei e que pedi!!!

Mas não me percebo assim. Auto-estima distorcida? Pouco tempo de análise?
Sou tantas coisas e não sou excelente em nenhuma delas. Sou do tipo mais ou menos...

Mais ou menos calma, mais ou menos disciplinada, mais ou menos competente, mais ou menos bonita....

GOSTO DE VÁRIAS COISAS: não sei sou boa nelas... canto mal, toco mal, escrevo mal, pinto mal, componho mal... sou bem mais pra menos que pra mais.

À tríade, desculpem a blogterapia... coisas acontecem nas madrugadas sem dormir...

Talvez daqui uns dias tire esse triste lamento daqui. ( No melhor estilo Jeremias ou Davi)

Lágrimas

Dor:
Sabor que sorve a alma de quem pode sentí-la.
Pode, porque alguns até seriam melhores com ela...
mas a deixam escapar como sonho de que tudo é como pensamos.

Flor:
Cor da alma que a torna única.
Cheiro da dor que escorre dela.
Expressão do que se vê mas nem sempre se é.

Ser: Adicionar imagem
quem?
o que?
como?

hunnn... até lá!? :)


gente, veja aonde fomos parar?!
em Londres!
que blog é esse?! :)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

dos desconhecedores-de-tormenta

pra onde vamos quando não estamos? e aonde estamos quando não somos? há pessoa dentro dentro de nós, ou nós apenas somos não? assim, como quem só sabe dizer sim, ou mesmo como o que só consegue dizer não -- há quem siga e prossiga, mas ainda sem saberes, sem certezas...

e me pego pensando... na penumbra da vida de quem vive em meio a pessoas que do viver desconhecem o gosto acre, e as inevitaveis farpas que entram na alma no exercício da vida. porque viver em meio aos desconhecedores das tormentas do existir é estar entregue a algozes.

e senão pela divindade, os que prosseguem com farpas na alma em meio aos deconhecedores-de-tormenta, não conhecem abraços, afagos, ternura, a mão amiga de quem cuida. mas, não é por crueldade que que os desconhecedore-de-tormenta exigem o ignorar das fisgadas da alma por quem as sofrem, não é por maldade que produzem dor achando que estão dando estímulo, não é com intensão de tortura que exigem o arrancar das farpas a todo custo.

é com pesar que invariavelmente constato, que há pessoas que não sabem fazer ninho e deixar que a alma machucada descanse, apenas silenciando. não sabem porque jamais aprenderam com a razão do nervo da alma, que há dores provocadas por espinhos que não podem ser retirados por qualquer um e no momento em que se quer.

há que aprendamos que "... pra tudo há uma ocasião certa; [...], tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, [...] tempo de calar e tempo de falar, [...] tempo de lutar e tempo de viver em paz."* e sobre tudo e sobre todos está aquele que tem o tempo em suas mãos, e tudo sabe.

sejamos fazedores de ninho e acolhedores de almas doídas -- e no mínimo, silenciemos diante do que não conhecemos.

amada tríade, ô como é difícil aceitar que somos apenas pessoas no aprendizado de sermos humanos, e que a dor (seja qual for) faz parte do crescer e do aprender a Ser. não é mesmo?!
com o carinho de sempre,
e na esperança de que aqueles que não sabem o que dizer e o que fazer, não digam nada e nada façam -- assim não sendo algozes.

até. ;)


*Eclesiastes 03.01-07

Florbela Espanca* - frase

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !
=§=
*do soneto Fanatismo, Livro de Soror Saudade (1923)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

gentileza -- virtudes, a série

pessoas, aqui em Vitória desde domindo está um tempo adorável (pra quem gosta, e eu gosto), choveu horrores! tanto que chego a me perguntar em como pode ter tanta água no céu! heheheeh tudo bem, mas o que tem isso a ter com a nossa não esquecida "série virtudes" ?
pois bem... estava eu indo pra aula ontem e usando uma sombrinha (objeto de nome no mínimo curioso, uma vez que pretende proteger da chuva e não fazer sombra! 'pesquisarei ainda sobre isso' heheheh), e não só eu usava tal artefato, pois no mometo do dilúvio todos sacaram as suas sombrinhas e guarda-chuvas (nome não menos curioso do que o anterior, uma vez que ele não protege a chuva, e sim aquele que o porta, mas... 'pesquisarei também'), assim a rua estava intransitável sem atritos entre sombrinhas e guarda-chuvas.
enquanto andava rapidamente, como todos os demais eu tentava não esbarrar a minha sombrinha nos outros e desviava meus olhos daquelas pontas das sombrinhas e guarda-chuvas assasssinos (era quase uma direção defensiva!), era uma coisa! em determinado momento vi um rapaz que vinha e no instatnte em que ia colidir com umas meninas, tirou completamente seu guarda-chuva de sobre si para que elas passassem com as suas sombrinhas sem se atrapalharem.
querida tríade, apesar da chuvarada e do corre-corre, aquela cena ficou em mim como uma foto mental. e segui pensando no gesto do rapaz que não pensou em si, que foi delicado, generoso, que foi fino, e sim creio -- que foi gentil. ele usou de GENTILEZA naquele momento.
que lindo! a gentileza não é algo retumbante, não precisa de tapete vermelho. ela é tranqüila, passa quase despercebida, cabe em qualquer lugar, ela é modesta, é sensível e para os sensíveis. ela se apresenta nos pequenos gestos, ela é dada as miudezas das relações.
a gentileza é uma faceta da educação, ela demosntra o quanto já somos gente, o quanto já somos humanizados.
enquanto estou aqui escrevendo estou pensando que ser gentil é uma questão de aprendizado, e só os sensíveis buscam tal toque de beleza para as suas relações. é... ser gentil é aplicar toques de beleza nos seus contatos cotidianos. isso é belíssimo! e são esses pequenos mimos de beleza que trazem o frescor e a leveza, que ventilam nossos contatos com as pessoas que convivemos.
a gentileza provavelmente deve fazer mais bem a quem o é do que a quem a recebe, é... isso eu não sei! hehehe mas já sei que quero ser alguém gentil :) preciso de sê-lo, afinal estou rumando a ser gente e não posso abrir mão de algo tão significativo no exercício de ser humano.
pois é...espero lograr êxito nesse meu mais novo empreendimento!
bjinhos, querida tríade!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

... e o monstro tava dentro de mim!

gente, como pode?! saí de casa a encarnação da derrota pra pegar de frente -- muito embora não o quisesse -- o monstro que me atemorizava. cheguei lá e nem tinha forças pra sentir mais nada de ruim (e de bom que não ia sentir mesmo, né?!). por enquanto está tudo certo!

e no final de tudo o monstro tava dentro dentro de mim -- ê ansiedade filha da puta!

confie em quem você pode confiar minha alma!

bjinhos, amada tríade :)