quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
eu outra vez de volta :)
pois bem, agora estamos nós quatro aqui outra vez, e aí?! e daí?! só me resta perguntar "E agora José?" (risos), é... boa idéia! hoje teremos Drumont* pra degustar! que tal?!
José*
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
queridos, não é de se pensar? eu, pelo menos, continuo a pensar nos versos deste poema.
agora que estou de volta, de volta estarei!
bjinhos a todos :)
até.
*Carlos Drumont de Andrade, *a respeito.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Pra decidir e largar

Deixando o passado pra trás
Na vida que em geral levamos há muita solidão.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A pedido
Não sou do tipo que escreveria um livro de auto-ajuda. Tenho certeza.
Por muitas razões... A primeira delas é que acho que como seres únicos, que somos, temos experiências únicas que não são repetidas. Também, porque caminhar junto é bem melhor. Diz a Bíblia que se "dois caminharem juntos irão mais longe, se um cair o outro o levanta, se sentirem frio se aquentarão".
Mas, a pedido de uma amiga, a quem amo, citarei alguns pontos que conversamos e que não tem a intenção de ser uma receita de bolo mas um espaço para a reflexão enquanto caminhamos na DURA vida.
1. NÃO JOGUE SE VOCÊ ESTÁ EM JOGO.
É melhor a verdade. É mais difícil... Dói mais, às vezes nos humilha mas poderemos viver sabendo que fomos completos, inteiros, de valor.
2. TUDO VAI PASSAR!!!
Dizem os ditados, as anedotas e a Bíblia que TUDO passa. A maior alegria perde seu brilho. A maior dor deixa suas cicatrizes mas perde sua intensidade por completo. A cicatriz lembra o fato, mas a emoção se foi.
TUDO PASSA!!! "Não a mal que dure eternamente, nem bem que perdure para sempre". As épocas serão diferentes, mas sempre que sofrermos, cresceremos e seremos bem melhores.
TUDO PASSA!!! E depois fica bem melhor!!! (experiência própria)
3. SEGURE A "ONDA" DENTRO DA SUA CABEÇA!!!!
Não pilhe quem passar pela frente... e NADA de fofoqueiros!!! (raça pior que os da prostituição, esses normalmente, só fazem mal a si mesmo).
Terapêutas existem pra isso, remédios controlados (em época definida) e amigos verdadeiros também.
Os que estão sensíveis e confusos emocionalmente precisam de cafuné (e outras cositas mais).
4. SEJA QUEM VOCÊ É.
Linda, divertida, inteligente, atraente... Dona da sua vida, das suas escolhas, dos limites que você estabeleceu, da sua casa, do seu nariz...
Seja mãe MARAVILHOSA pra suas filhas, esposa DELICIOSA ao seu marido (você sabe como ).
Seja quem você é e viva o que tem: O SEU PRESENTE. O DIA DE HOJE!!!!
Como será daqui um ano? Você estará morando na Irlanda? Estará viva? Rica? IMPOSSÍVEL SABER!!!
SEJA HOJE, VIVA HOJE!!! (não bata as mesmas lajes, suba e bata outras).
5. VALE A PENA!!!
Investir, ser quem somos, acreditar que vai dar certo!!!!
As coisas não vão rápido como nos filmes da TV (aproximadamente 1h40min). Mas vale a pena!!!!
Um dia dói muito, dá vontade de desistir. No outro ficou mais leve. Mas TUDO PASSARÁ!!!! TUDO FICARÁ NO PASSADO E PODEREMOS VIVER UM PRESENTE BEM MELHOR!!!!!
Até o Roberto Carlos disse isso...
6. NÃO DESISTA!!!
Caminhe mais... Tente mais... Vá mais além... Espere mais...
Será muito boa a sensação de que se fez tudo e valeu a pena. A construção deu trabalho, foi árdua, mas trouxe cumplicidade, admiração e mais muito mais amor!
Essa foi a minha experiência. Pode ser a sua.
Estou à disposição.
OBS: Deus existe. Está agora ao seu lado. Te ouve. Peça a Ele que se mostre a você. Só isso!
sábado, 29 de novembro de 2008
Poema "A tempestade"
"A Tempestade"
Barulho na imensidão,
brilho nos olhos da alma
fruto de clarão vindo do céu
voz que não fala mas não cala
É destruição que pode tudo levar ao léu
No coração silêncio que a incerteza traz
no corpo o grito que a agonia do não saber
faz crer no que não existe, que é mar, é céu
Agito, pranto, lamento
- assunto no pensamento
Como não viver o que se vê?
Como não fazer o que se quer?
Como ir além da água que sobrevém?
É tempestade
Chuva, relâmpago, trovão
É enchente dentro de si
É tempestade, não dá pra dizer que não
Vindo a tempestade

quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Pensando sobre "uma frase"
Apesar de curto nas linhas, imenso em suas implicações.
A princípio, fiquei com vontade de esconder o rosto num buraco (feito avestruz).
Pensei, meditei, refleti e a vontade não passou ( e olha que dizem que elas, as vontades, dão e vão).
Não tenho muito mais o que dizer sobre o assunto.
Apenas um algo mais me ocorreu: "Jesus Cristo - uma frase".
Ele é a frase.
A frase eterna. A que sem palavras diz tudo.
Ele é a frase da humanidade sobre suas mazelas e desesperanças.
Ele, sim, Ele: JESUS CRISTO é a frase.
Que, por vezes, de tanta fraqueza eu não consigo pronunciar. A frase, que pela minha humanidade faz corar minha face.
A frase da qual dependo, a qual amo.
Mesmo quando meu infiel coração leva os outros ou a mim mesma pensar que não.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Jesus Cristo - uma frase
tenho pensado em algumas coisas... na verdade tenho sido invadida por pensamentos... e outros orbitam ao redor de mim mesma. tenho vontade de expulsá-los de ao redor de mim, mas nehum deles me obedecem!segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Falando de amor III

Após o texto da Ana acerca da sua amiga que escreve textos excelentes e nunca tem coragem de os publicar, no mínimo, tive gelada a minha alma. Que tipos de textos escrevo? Que tipo de pensamentos tenho? Como ouso expor-me?
Frustrações à parte... "A boca fala do que o coração está cheio" (Provérbio de Salomão).
Tenho pensado sobre o que me leva a amar? O que nos leva a amarmo-nos?
Entregar coisas íntimas a um outro muitas vezes desconhecido... (pelo menos até então).
Dizer as pessoas o que depois será usado contra nós...
Adentrar como num portal onde tudo faz sentido e, o tal do amor, traz significado ao insignificante.
É o salto em suas sensações.
É o absurdo vivenciado pela humanidade.
É o que me falta que procuro no outro? Ou o que nos duplica que nos atrai?
E vamos caminhando sendo atraídos e repulsados. Como um ímã, um nó que não se desata nem se o quer desatar.
Amamos.
Muitos: Vários personagens, companheiro, filho, pai, mãe, avós, conhecidos, transeuntes.
Nos compadecemos; sentimos; mas de repente afffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff...
Nos lembramos de nós mesmos. Nossos compromissos. Nossa agenda que deixa de lado o amor em sua essência.
Falando de amor: o sentimos muito e o vivemos pouco.
Falando de amor: muitas vezes estamos mais para "Soneto da Separação" que para o "Soneto da Fidelidade".
SONETO DE SEPARAÇÃO
Vinícius de Morais
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
uma explicação
assim estaremos novamente recompostas e coesas -- e cá pra nós, pra que mais do que isso?!
coisas que acontecem, né?!
;)
... insone -- mais uma vez! e de mente solta! ai que perigo!
domingo, 23 de novembro de 2008
Falando de amor II

Falando de amor

Encontrei até aqui poucas pessoas que me permitem este exercício, este prazer de meditar sobre o simples ou o inexplicável.
Semana passada estava conversando com uma amiga assuntos de amor ("amiga" por minha conta, pois ela diz que pra ser amiga se é preciso muito) - ainda não filosofamos sobre o quê.
Falávamos de amor.
Amor que é encontro, às vezes frio na barriga, arrepio no pescoço. Amor que é juntar as contas e espremer o dinheiro pra que ele chegue até o famoso dia 30.
Mas não é retilínio esse tal amor.
É a prática do amor!!!! Ele encarnado!!!! Sendo experimentado além das palavras e das músicas!!!!
Mas num dia: após 19 anos de casada a mulher descobre, TOTALMENTE AO ACASO, que seu cônjuge há um ano constituiu outra família.... continua em casa.... aparentemente tudo como antes.... antes???? (encontrei essa mulher na sala de espera do consultório, ela é de carne e osso).
Ou a minha avó paterna que se separou aos 93 anos de idade ( portanto mais de 70 de casamento) e quando estava com 98 anos, poucos dias antes de sua morte, implorava para ver o meu avó, que não cedeu aos seus apelos, e a companheira de toda vida partiu sem ver o rosto decorado na existência?
Ou a jovem de casamento marcado que descobre que o noivo tem um filho que irá nascer há poucos dias antes da cerimônia?
Todas histórias reais de gente que conheço...
Tenho 14 anos de casada e 17 de convivência (metade da minha existência de 34).
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
você tem vida? cuida da sua!
mas, existem aqueles que levam as suas vidas dando conta da vida dos outros. não de uma maneira positiva, intervindo quando conveniente, ou puramente estando por perto como presença amiga. essas pessoas gostam de saber dos acontecimentos, de emitir conceitos, e não raramente tem verdadeiro prazer em ver os tropeções, as dificuldades e por vezes as pequenas ruínas a que qualquer um está sujeito na prática do existir.
as vezes esses sabedores-da-vida-alheia, até podem dizer e acreditar que fazem isso para ajudar o outro, mas, qual o motivo de tal ajuda não se tornar evidente? não se tornar efetivamente ajuda? deviam os sabedores-da-vida-alheia pensar no porquê das pessoas "cortarem caminho" de perto deles, e as vezes até mudarem de assunto quando chegam perto.
não pensem que estou aqui escrevendo com um endereço certo, pensando numa situação específica -- porque não estou. apenas sentei e olhei esse espaço em branco e me veio dizer o que digo.
realmente queridos três, pensemos nisso. se temos cuidado de nossa vida ou "dado conta" da vida dos outros. porque, no mínimo, ser um sabedor-da-vida-alheia é feio -- penso que seja de uma feiúra extremada.
no orkut há uma comunidade que o seu título faz a síntese do meu pensamento quanto a esse assunto, e até o amplia, faço parte dela por concordar com a verdade de seu nome "Você tem vida? Cuida da sua!".
queridos três, na esperança de que serenos e reflexivos pensemos em nossa prática de vida, bom final de semana a todos!
até. :)
